quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

MI LATINOAMERICA EM 8 IDIOMAS


Nova ferramenta foi inserida no nosso blog para permitir que mais pessoas tenham acesso ao seu conteúdo. Basta um clique e o google tradutor auxiliará na aproximação dos povos. Compartilhem!!!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

REPRESENTAÇÕES CULTURAIS DA AMÉRICA INDÍGENA




SIMPÓSIO

REPRESENTAÇÕES CULTURAIS DA AMÉRICA INDÍGENA

Coordenações:
Profa. Dra. Liliana Regalado de Hurtado - PUCP - Lima/Peru
Profa. Dra. Ana Raquel Portugal - UNESP - BRASIL
E-mail: lregala@pucp.edu.pe / miauq@hotmail.com



Os povos indígenas têm sido representados ao longo dos séculos através de imagens e escritos que auxiliam na construção de sua memória histórica. No período anterior à chegada dos europeus, pinturas em paredes de templos, esculturas e outros meios foram utilizados para conservar narrativas mitológicas, descrições de costumes e do cotidiano das populações autóctones. No período da conquista, os europeus passaram também a descrever os povos americanos, depreciando-os ou buscando compreender suas características culturais. As representações simbólicas da América indígena nos permitem uma aproximação às várias histórias desses povos, que foram contadas de distintas formas de acordo com a época e os interesses vigentes. Estudos que recorram a documentos pictóricos, iconográficos, cronísticos, bem como, à historiografia sobre temas relacionados à América indígena são o foco deste simpósio.

25 de janeiro de 2012 a 20 de junho de 2012 - Inscrições de comunicações nos simpósios (diretamente com os coordenadores).



III Congresso Internacional do Núcleo de Estudos das Américas 

Tema Central

América Latina: Processos civilizatórios e crises do capitalismo contemporâneo

Período: 27 a 31 de agosto de 2012

Local : Campus da UERJ - Maracanã




sábado, 24 de dezembro de 2011

NAVIDAD...NATAL...LOS COLORES DE NUESTRA AMERICA


Presépio - El Salvador



Artesanato natalício - Guatemala


Bolas para árvore de Natal - artesanato mexicano


Presépio - Nicarágua


Presépio - Equador


Presépio de Ayacucho - Peru


Retablo de Ayacucho - Peru


Presépio - Brasil





domingo, 18 de dezembro de 2011

QUIPUS, OS TEXTOS ANDINOS



Quipu - Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia - Lima - Peru

Algumas vezes nas aulas de História da América I usei os quipus para fazer laboratórios documentais. Tratam-se de cordas com diversos tipos de nós e cores, que eram utilizadas desde os tempos pré-incaicos para contabilizar a produção agrícola e demais registros mnemotécnicos como censos, finanças, entre outros.

Geralmente, eram feitos de lã de llama ou alpaca e também de algodão e a posição dos nós e a sua quantidade é que definia o valor numérico a ser indicado. As cores simbolizavam as diferentes atividades a serem registradas.


Museu da Nação - Lima - Peru

Os antropólogos Gary Urton e Carrie Brezine da Universidade de Harvard (EUA) foram os primeiros a interpretar os quipus enquanto sistemas contábeis. 

Em 2007, participando de um congresso no Equador tive o prazer de conhecer pessoalmente o pesquisador finlandês Martti Pärssinen (Instituto Iberoamericano da Finlândia), que apresentou uma conferência instigante sobre o caráter narrativo dos quipus. Desde então, tenho propagado em sala de aula essa nova interpretação dos nós andinos, que já os primeiros cronistas espanhóis mencionavam em suas obras. Eles contavam que os Incas os utilizavam para memorizar os assuntos mais importantes relativos à população e às atividades estatais incaicas. Entre a população andina esse sistema de nós amarrados em cordas coloridas foi empregado até 1583, porque a partir desse ano seu uso foi proibido pelo III Concílio Limense.


Museu Regional de Ica - Peru

Segundo Martti Pärssinen e Jukka Kiviharju, muitos documentos encontrados hoje nos arquivos relacionados à história andina foram feitos a partir das informações coletadas junto aos quipucamayocs, ou seja, os homens que sabiam decodificar os quipus. De acordo com as hipóteses desses pesquisadores, isso demonstra que a maioria dos quipus funcionavam como um sistema ideográfico, inteligível, sem conhecimento prévio de idioma particular, havendo ainda evidências que os textos incluíam elementos fonéticos, especialmente na codificação de nomes de pessoas e na toponímia.

É uma pena que os espanhóis destruíram e queimaram grande quantidade de quipus nos séculos XVI e XVII, por acreditarem tratar-se de algo demoníaco. Nos dias de hoje contamos com cerca de 800 quipus, sendo que a maior coleção encontra-se no Museu de Etnologia de Berlim.


Museu Regional de Ica - Peru

BIBLIOGRAFIA:

ASCHER, M., ASCHER, R. Code of the Quipu: A study in media, mathematics, and culture. Ann Arbor: The University of Michigan Press, 1981.

PÄRSSINEN, Martti, KIVIHARJ, Jukka. Textos Andinos. Corpus de textos khipu incaicos y coloniales. Madrid: Instituto Iberoamericano de Finlandia, Universidad Complutense de Madrid, 2004, Tomo I.

URTON, Gary. Signs of the Inka Khipu. Austin: University of Texas Press, 2003.


OBS: Fotos de acervo próprio.


sábado, 17 de dezembro de 2011

LINHAS DE PARACAS


El Candelabro - Paracas - Peru

Poucos sabem que os geoglifos (vestígios arqueológicos representados por desenhos geométricos, zoomorfos e antropomorfos) feitos no deserto de Paracas são mais antigos que as famosas linhas de Nazca também localizadas na área desértica da costa sul peruana. "El Candelabro" era a figura mais conhecida até os achados recentes de mais de 50 desenhos de humanos, pássaros, macacos, gatos e um condor gigantesco encontrado em 2008. Enquanto os Paracas produziram essas figuras por volta de 500 a.C em cerimônias religiosas em homenagem aos deuses da água e da terra e à fertilidade, a cultura Nazca só produziu as suas entre 100 d.C. e 600 d.C., ou seja, bem depois. A questão é que foi difícil localizar tais desenhos porque os mesmos foram feitos nas laterais de montanhas, onde a incidência do sol dificulta a sua visão mesmo aérea.
Esses geoglifos foram feitos retirando-se pedras escuras para expor as mais claras e também usando pedras para produzir figuras em alto e baixo relevo. Quase todas as figuras Paracas eram naturais e pequenas. Já os Nazcas produziram muitas figuras estilizadas, grandes e usaram a técnica de limpar a área de pedras escuras, formando dessa forma seus desenhos em áreas planas.



Figuras de Palpa - Peru


Possivelmente o deserto ainda esconde muitos geoglifos, cerâmicas, restos arqueológicos em geral e, mesmo sendo uma apaixonada por offroad, aproveito este artigo para alertar quanto ao próximo Rally Dakar a se realizar em 2012, que entre outros lugares, tem como rota a região desértica onde encontramos as Linhas de Nazca, de Palpa e de Paracas. Como todos sabem, os pilotos participantes dessa competição tem liberdade de buscar o melhor trajeto, o que significa colocar em perigo possíveis vestígios arqueológicos ainda não descobertos.



Rota Rally Dakar 2012 (1)



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

TREPANAÇÕES: PRIMEIRAS CIRURGIAS CEREBRAIS DA AMÉRICA

A trepanação, cirurgia de cérebro, foi praticada por muitas culturas em diferentes pontos do mundo e as primeiras remontam a cerca de 40 mil anos. Exemplos de casos exitosos podem ser encontrados na cultura Paracas, que habitou a região costeira do Peru entre 700 a.C. e 200 d.C. Os crânios vistos hoje no museu da região mostram que a parte outrora aberta soldou completamente, comprovando a eficácia do procedimento cirúrgico. 




Trepanação - Museu Regional de Ica - Peru

Normalmente, o curandeiro da região era o encarregado de aliviar as dores provocadas pelo estilhaçamento dos ossos do crânio fraturado em batalhas ou também para desalojar os maus espíritos. Para tal, eles utilizavam geralmente facas de obsidiana, pinças e pequenas colheres no raspado ou serragem do crânio e para amenizar a dor anestesiavam o paciente usando bebidas feitas de ervas, em geral, a coca. A chicha, bebida fermentada feita de milho, também era amplamente utilizada para diminuir ou suprimir a dor. Ao final da cirurgia, o buraco aberto poderia ser preenchido pelo osso antes serrado ou também por uma placa de ouro. O mais incrível é que mesmo em condições precárias de higiene e técnica, a maioria dos pacientes submetidos a essas cirurgias sobreviveram.



Trepanação - Museu Regional de Ica - Peru


OBS: Fotos de acervo próprio.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

"EL FUERTE", CENTRO CERIMONIAL DE SAMAIPATA NA BOLÍVIA

Quem diria que tão perto de nós está o maior monumento rupestre da América e um dos maiores do mundo. Sim, "El Fuerte", localizado próximo a Samaipata - Bolívia, trata-se de uma enorme plataforma em pedra onde culturas pré-incaicas esculpiram em alto relevo animais, como o puma e a serpente, e fizeram um complexo sistema de drenagem. Podemos encontrar também recintos que foram habitados, escadarias, nichos, poços e outras estruturas construídas em diferentes períodos e inicialmente pela cultura Chané, de origem Aruaque, e depois por algumas culturas amazônicas, andinas e chaquenhas. Posteriormente, os Incas também usaram esse espaço e os espanhóis o transformaram em um forte.





Nas proximidades de Santa Cruz de la Sierra, este monumento surpreende pela grandiosidade e pela exuberância natural do seu entorno. Declarado Patrimônio Cultural da Humanidade em 1998, "El Fuerte" é um dos mais importantes atrativos dessa região e data de aproximadamente 1.700 anos. Boa dica para um passeio de aventura.